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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 8Técnicas Quirúrgicas
Capítulo67

Endoscopia Unilateral Biportal (UBE)

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Sec. 8Técnicas Quirúrgicas
Cap. 67Capítulo Clínico
3autores
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Referênciascitas científicas
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Resumen del capítulo

Contexto: A endoscopia unilateral biportal (UBE, Unilateral Biportal Endoscopy) combina princípios da cirurgia endoscópica com a triangulação característica da microcirurgia. Diferentemente dos sistemas uniportais, utiliza portais independentes para ótica e instrumental, permitindo maior liberdade de movimentos e emprego de diversos instrumentos convencionais sob irrigação contínua. Sua evolução acompanhou a expansão da cirugía mínimamente invasiva de columna (MISS) e hoje abrange principalmente hernias discales e estenoses lombares, incluindo compressões centrais, foraminais e extraforaminais, além de revisões. O segundo portal também possibilitou desenvolvimento de artrodeses e aplicações em cenários selecionados de maior complexidade. O método, porém, cria desafios próprios: posicionamento inadequado dos portais, perda da triangulação, ressecção excessiva das facetas, controle deficiente da irrigação e sangramento epidural podem comprometer o resultado. A técnica exige compreensão do espaço de trabalho, preservação anatômica e treinamento estruturado.
Objetivo del capítulo: Introduzir os fundamentos da UBE e oferecer um roteiro conceitual para sua incorporação à prática. O leitor deverá reconhecer indicações e limitações, compreender a influência da lateralidade e da mão dominante na organização dos portais, planejar o corredor endoscópico e prevenir complicações relacionadas à dura-máter, estruturas neurais, facetas, irrigação e hemostasia.
Dois portais, um único campo cirúrgicoNa UBE, um portal é destinado à visão e outro ao instrumental. Essa independência preserva triangulação e amplia a liberdade de movimento. A irrigação contínua cria o espaço visual e auxilia no controle do sangramento, desde que exista drenagem adequada. O triângulo do multífido, também denominado espaço de Son, é apresentado como referência anatômica fundamental para a abordagem posterior inicial. As Figuras 67.5 e 67.6 demonstram esse corredor.
IndicaçõesAs principais indicações são hernia discal e estenosis lumbar central, do recesso lateral, foraminal ou extraforaminal. A abordagem paraespinhal pode ser particularmente útil em compressões extraforaminais, síndrome far-out e síndrome de Bertolotti. el capítulo describe também extensão progressiva para revisões com fibrose epidural, doença do segmento adjacente, falha de artrodesis, fraturas, síndrome da cola de caballo e determinadas lesões extradurais. Aplicações intradurais permanecem preliminares e ainda carecem de evidência robusta.
LimitaçõesInstabilidade não tratada, espondilolistesis de alto grau, infecção ativa e tumores que exijam ressecções amplas ou apresentem risco de disseminação pela irrigação são contraindicados pelos autores. Deformidades complexas, calcificações extensas e anatomia muito distorcida constituem limitações relativas.
Princípios técnicosO planejamento integra RM, TC, radiografias dinâmicas e, quando necessário, eletroneuromiografia ou bloqueios seletivos. Lateralidade da doença e dominância manual influenciam a disposição dos portais. A criação correta do espaço de trabalho, identificação progressiva dos referenciais ósseos e preservação do ligamento amarelo até a fase adequada orientam a navegação. A técnica denominada Butterfly exemplifica ressecção organizada do ligamento amarelo, ilustrada pela Figura 67.7.
Resultados e complicaçõesel capítulo presenta resultados favoráveis em doenças degenerativas, com redução de trauma e recuperação rápida em diversas séries. Comparações com técnicas uniportais e tubulares mostram diferenças que dependem da indicação, sem justificar uma superioridade universal. Lesão dural, hematoma epidural, lesões neurais, extravasamento de fluido, descompresión inadequada e instabilidade por facetectomia excessiva estão entre os eventos relevantes.
Aplicación clínica: A principal pergunta clínica não é se uma doença “pode” ser tratada por UBE, mas se os dois portais oferecem vantagem concreta naquele corredor. Em uma estenose central ou multissegmentar, a liberdade instrumental pode facilitar uma descompresión ampla. Em revisões, a possibilidade de dissecar fibrose sob visão endoscópica pode ser útil. Em compressões extraforaminais, a abordagem paraespinhal pode evitar trajetórias desfavoráveis. O planejamento dos portais deve ser feito em função da patologia e não de uma distância fixa reproduzida mecanicamente. Uma triangulação inadequada compromete desde o início a visualização e a capacidade de manipulação. A irrigação deve produzir fluxo contínuo, e não simplesmente pressão. O capítulo enfatiza que sangramentos venosos podem parecer controlados enquanto o sistema está pressurizado e reaparecer ao final; por isso, a revisão hemostática antes do encerramento é essencial. A preservação facetária deve permanecer como objetivo mesmo quando a técnica permite ressecção rápida. descompresión mais extensa não é sinônimo de melhor descompresión se provocar instabilidade secundária.
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Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
EndoscopiaEndoscopyProcedimentos Cirúrgicos Minimamente InvasivosMinimally Invasive Surgical ProceduresVértebras LombaresLumbar VertebraeEstenose EspinalSpinal StenosisDeslocamento do disco intervertebralIntervertebral Disc DisplacementFusão VertebralSpinal FusionComplicações Pós-OperatóriasPostoperative Complications

Por qué importa este capítulo

A UBE ocupa uma posição intermediária interessante entre endoscopia uniportal e microcirurgia: mantém visão endoscópica e pequena agressão muscular, mas devolve ao cirurgião maior independência entre visão e instrumento. Essa característica ajuda a explicar sua rápida expansão. Ao mesmo tempo, o capítulo mostra que facilidade para remover osso ou ampliar a descompresión pode criar novos problemas quando não se respeitam estabilidade, dura-máter e dinâmica da irrigação. A técnica deve ampliar o arsenal do cirurgião, não substituir o julgamento clínico.

A UBE amplia a liberdade instrumental da endoscopia ao separar ótica e instrumentos, tornando-se especialmente versátil para descompressões lombares, revisões e determinados acessos foraminais ou extraforaminais. Essa versatilidade só é vantajosa quando acompanhada de triangulação correta, controle da irrigação, preservação das facetas e treinamento específico. O segundo portal amplia as possibilidades da técnica, mas também adiciona variáveis que precisam ser dominadas.

Destacados del capítulo

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Card 1 — Dois portais, mais liberdade
Separar ótica e instrumental restaura a triangulação e permite maior variedade de instrumentos. Essa liberdade é uma das principais diferenças da UBE em relação à endoscopia uniportal.

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Card 2 — A patologia posiciona portais
Os portais não devem ser definidos apenas por uma receita geométrica. Lateralidade da compressão, corredor planejado, mão dominante e extensão da descompresión precisam orientar sua posição.

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Card 3 — Fluxo vale mais que pressão
Uma imagem limpa depende de circulação adequada do soro. Elevar a pressão para compensar drenagem insuficiente pode mascarar sangramento e favorecer extravasamento, edema e complicações relacionadas ao aumento da pressão epidural.

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Tratado en Debate

Videocast oficial derivado de los capítulos del tratado.

Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

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