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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 9Complicaciones
Capítulo96

Enfermedad del Segmento Adyacente

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Sec. 9Complicaciones
Cap. 96Capítulo Clínico
2autores
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Referênciascitas científicas
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Resumen del capítulo

Contexto: A artrodesis modifica a biomecânica da coluna ao eliminar o movimento no segmento tratado e redistribuir cargas para níveis vizinhos. Com o passar do tempo, alterações degenerativas podem surgir nesses segmentos. O capítulo distingue duas situações que não devem ser confundidas: a degeneração radiográfica do nível adjacente e a doença do nível adjacente, na qual alterações estruturais passam a produzir sintomas clínicos. Essa diferenciação é essencial porque anormalidades de imagem são muito mais frequentes do que a necessidade de nova cirurgia. O risco depende de fatores do paciente, extensão da fusão, preservação das facetas e estruturas posteriores, alineación sagital e características do segmento operado. O planejamento inicial da artrodesis, portanto, influencia não apenas o resultado imediato, mas também a biomecânica dos níveis que permanecem móveis.
Objetivo del capítulo: Explicar a fisiopatologia e os fatores de risco para degeneração e doença do nível adjacente, diferenciá-las clinicamente, organizar a investigação por imagem e apresentar princípios de prevenção e tratamento, incluindo manejo conservador, descompresión, extensão da artrodesis, preservação de movimento e técnicas minimamente invasivas.
Degeneração não significa doençaA degeneração do nível adjacente representa alterações radiográficas que podem permanecer assintomáticas. A doença do nível adjacente exige correlação dessas alterações com dor, radiculopatía, déficit neurológico, estenose ou instabilidade. Essa distinção evita transformar achados radiológicos frequentes em indicação automática de nova cirurgia.
Biomecânica e fatores de riscoApós uma artrodesis, pressão discal, movimento e carga facetária podem aumentar nos níveis adjacentes. Na região cervical, mobilidade segmentar e alinhamento cervical têm particular importância. Na lombar, equilíbrio espinopélvico e distribuição da lordose influenciam a transferência de cargas. O capítulo destaca fatores relacionados ao paciente, à qualidade óssea e ao tabagismo, além de elementos cirúrgicos como comprimento da fusão e violação facetária. Outro eixo importante é o alinhamento. Um segmento fundido em posição inadequada obriga os níveis móveis a compensar o desalinhamento, aumentando a sobrecarga.
DiagnósticoO diagnóstico depende de correlação entre sintomas novos e alterações estruturais. Radiografias, inclusive dinâmicas, analisam alinhamento e instabilidade. resonancia magnética (RM) caracteriza disco, canal, forames e estruturas neurais. A tomografia auxilia na avaliação da fusão, facetas e implantes. pseudoartrosis, falha da instrumentação, infecção e causas miofasciais fazem parte do diagnóstico diferencial.
Prevenção e tratamentoA prevenção começa na cirurgia inicial: preservar tecidos posteriores quando possível, evitar fusões desnecessariamente extensas e restaurar alinhamento apropriado. Pacientes com sintomas leves podem ser inicialmente manejados de forma conservadora. Em situações selecionadas, descompresión isolada pode ser suficiente. Instabilidade, colapso estrutural ou desalinhamento podem requerer extensão da artrodesis. Técnicas de preservação de movimento, abordagens minimamente invasivas, endoscopia e artroplastia são discutidas como estratégias aplicáveis a determinados pacientes.
Aplicación clínica: Diante de um paciente previamente artrodesado que retorna com dor, a primeira pergunta não deve ser “há degeneração no nível acima?”, mas “essa degeneração explica os sintomas?”. Essa mudança evita tratamentos excessivos. A avaliação deve reconstruir o problema biomecânico: extensão da fusão, alinhamento, qualidade óssea, integridade do segmento adjacente e presença de instabilidade. A Figura 96.3 ilustra a evolução longitudinal de uma estenose adjacente após uma fusão, reforçando que esse processo pode se desenvolver ao longo do tempo. O tratamento deve ser proporcional ao problema. Dor sem instabilidade ou déficit pode permitir tentativa conservadora. Compressão focal com estabilidade preservada pode admitir descompresión seletiva. Colapso, instabilidade ou desequilíbrio exigem considerar reconstrução mais ampla.
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Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
Palavra-chave livre: doença do nível adjacente / adjacent segment disease.

Por qué importa este capítulo

Uma alteração radiológica no nível vizinho a uma artrodesis pode representar apenas envelhecimento estrutural ou uma verdadeira complicação sintomática. Diferenciar essas situações evita cirurgias desnecessárias. Ao mesmo tempo, compreender a biomecânica do nível adjacente melhora o planejamento da primeira operação, particularmente quanto à extensão da fusão, preservação facetária e alinhamento.

Nem toda degeneração do nível adjacente é doença e nem toda doença do nível adjacente exige nova fusão. O diagnóstico correto depende da correlação entre sintomas, estabilidade e alinhamento. A melhor estratégia começa na cirurgia inicial, com preservação anatômica, escolha criteriosa da extensão da artrodesis e restauração do equilíbrio global.

Destacados del capítulo

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Conceito essencial — Imagem não define doençaDegeneração radiográfica no segmento adjacente é frequente e pode ocorrer sem sintomas. O diagnóstico de doença do nível adjacente requer que a alteração estrutural seja clinicamente relevante e coerente com o quadro do paciente.

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Decisão clínica — Avalie estabilidade e alinhamentoA escolha entre tratamiento conservador, descompresión e extensão da artrodesis depende menos da aparência isolada do disco e mais da associação entre compressão neural, estabilidade segmentar e equilíbrio global da coluna.

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Pérola ou alerta — Previna na primeira cirurgiaPreservação facetária, seleção criteriosa do comprimento do constructo e restauração do alinhamento reduzem sobrecargas desnecessárias nos níveis móveis. A prevenção da doença adjacente começa no planejamento da artrodesis inicial.

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Tratado en Debate

Videocast oficial derivado de los capítulos del tratado.

Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

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