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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 2Diagnóstico
Capítulo13

Neurofisiología en el Diagnóstico de las Patologías de la Columna

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Sec. 2Diagnóstico
Cap. 13Capítulo Clínico
3autores
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Referênciascitas científicas
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Resumen del capítulo

Contexto: A neurofisiologia clínica complementa a anamnese, o exame neurológico e os estudios de imagen ao demonstrar o funcionamento do sistema nervoso central e periférico. Nas patologias da coluna, seu principal papel ambulatorial está na investigação de radiculopatias, na estimativa da gravidade e da temporalidade da lesão e na diferenciação de neuropatias, plexopatias e doenças do neurônio motor. A eletroneuromiografia reúne estudos de condução nervosa e eletromiografia com agulha, modalidades complementares cujos resultados dependem da hipótese clínica, da seleção dos nervos e músculos e do momento em que o exame é realizado. O potencial de ação sensitivo tende a permanecer normal nas lesões radiculares pré-ganglionares, enquanto a eletromiografia identifica sinais de desnervação e reinervação. Entretanto, exames normais não excluem radiculopatía recente, puramente desmielinizante ou exclusivamente sensitiva. Os potenciais somatossensoriais evocados têm aplicação limitada nas radiculopatias, mas podem acrescentar informação em mielopatias sintomáticas. A interpretação final exige correlação clínica e radiológica.
Objetivo del capítulo: Apresentar os principais testes neurofisiológicos ambulatoriais empregados nas doenças da coluna e esclarecer o que cada método pode demonstrar e quais são suas limitações. Ao final, o leitor deverá compreender a composição da eletroneuromiografia, interpretar padrões pré e pós-ganglionares, reconhecer a contribuição temporal da eletromiografia com agulha, avaliar o papel dos potenciais evocados e utilizar o exame na diferenciação entre radiculopatias, neuropatias, plexopatias, mielopatias e doenças do neurônio motor.
Eletroneuromiografia orientada pela hipótese clínicaA eletroneuromiografia resulta da associação entre estudos de condução nervosa e eletromiografia com agulha. O capítulo a define como extensão do examen físico e ressalta que o encaminhamento deve conter dados clínicos e suspeita diagnóstica, complementados por breve anamnese e exame neurológico pelo neurofisiologista. O protocolo é dinâmico: os nervos e músculos selecionados variam conforme a hipótese, e os estudos de condução devem ser realizados bilateralmente para comparação.
Condução nervosa e localização da lesãoA condução motora avalia o potencial de ação muscular composto, a amplitude, a sincronia e a velocidade das fibras mais rápidas. Nas radiculopatias, pode permanecer normal ou pouco alterada, pois a lesão é proximal e a maior parte dos músculos recebe contribuição de mais de um miótomo. Ondas F e reflexo H acrescentam informação sobre segmentos proximais, mas possuem limitações. A condução sensitiva é decisiva no diagnóstico diferencial. Como a compressão radicular degenerativa costuma ocorrer proximalmente ao gânglio da raiz dorsal, o potencial de ação sensitivo (PAS) geralmente permanece normal. O esquema da Figura 3 contrapõe essa situação pré-ganglionar às lesões pós-ganglionares, nas quais ocorre degeneração distal e alteração do PAS. el capítulo describe como exceções a radiculopatía de L5 em determinadas posições do gânglio e as hérnias extraforaminais.
Eletromiografia com agulha e temporalidadeA eletromiografia com agulha é o componente mais informativo para demonstrar comprometimento radicular com envolvimento axonal. O capítulo sugere avaliar pelo menos seis músculos, incluindo paravertebrais e músculos do mesmo miótomo inervados por nervos periféricos diferentes. Fibrilações e ondas agudas positivas indicam instabilidade de membrana em fibras desnervadas; durante a contração, morfologia, duração, amplitude, fases e recrutamento dos potenciais de ação de unidades motoras ajudam a classificar gravidade e curso como agudo, subagudo, crônico ou crônico agudizado. A Tabela 3 organiza essas alterações ao longo do tempo. Lesões muito recentes, puramente desmielinizantes ou restritas à raiz sensitiva podem produzir exame normal.
Situações específicas e potenciais evocadosA eletroneuromiografia localiza o miótomo, não necessariamente o nível discal responsável; a distribuição das raízes na cola de caballo e as variações anatômicas explicam possíveis discrepâncias com a imagem. Na estenosis cervical, o exame não avalia diretamente o neurônio motor superior, mas pode demonstrar comprometimento segmentar do neurônio motor inferior ou radiculopatía associada. Na estenosis lumbar, pode ser normal inicialmente e tornar-se multirradicular bilateral com a evolução. A avaliação torácica é possível, porém a inervação multissegmentar reduz a precisão e a agulha em músculos intercostais exige cautela pelo risco de pneumotórax.Os potenciais somatossensoriais evocados (PESS) têm utilidade limitada nas radiculopatias e maior aplicação potencial em mielopatias sintomáticas com comprometimento das colunas posteriores. Para casos de dissociação clínico-radiológica na mielopatía cervical, el capítulo presenta como proposta dos autores a Avaliação Neurofisiológica Multimodal Dinâmica Cervical (ANMDC), combinando PESS e potencial evocado motor por estimulação elétrica transcraniana em repouso, flexão, extensão e tração dos ombros. O texto não apresenta dados de validação do protocolo, que deve ser distinguido de uma recomendação estabelecida.
Aplicación clínica: Na prática, a eletroneuromiografia é particularmente útil quando dor irradiada, fraqueza ou alteração sensitiva podem decorrer de mais de um nível ou de doenças diferentes. Na suspeita de radiculopatía, o estudo deve ser bilateral e incluir condução nervosa e amostragem adequada por agulha. PAS preservado favorece uma lesão pré-ganglionar; PAS alterado deve levar à investigação de plexopatia, neuropatia compressiva, polineuropatia ou outra lesão pós-ganglionar, reconhecendo as exceções descritas para L5 e hérnias extraforaminais. O momento do exame modifica sua sensibilidade. Um resultado normal muito cedo, em lesão desmielinizante sem degeneração walleriana ou em comprometimento exclusivamente sensitivo não afasta radiculopatía. Além disso, o laudo deve ser correlacionado à imagem, pois o exame localiza o miótomo e não determina isoladamente o disco ou forame responsável. Essa integração é decisiva em cenários como síndrome do túnel do carpo versus radiculopatía cervical, plexopatia braquial, possível síndrome do duplo esmagamento, mielopatía cervical versus doença do neurônio motor, amiotrofia diabética e pé caído por L5 versus neuropatia fibular na cabeça da fíbula. Na radiculopatía torácica, a seleção muscular e o risco de pneumotórax limitam o estudo. PESS deve ser reservado às perguntas que envolvem vias somatossensoriais centrais; a ANMDC, apresentada pelos autores, deve permanecer identificada como proposta ainda não validada no próprio capítulo.
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Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
EletrodiagnósticoElectrodiagnosisEletromiografiaElectromyographyEstudos de Condução NervosaNerve Conduction StudiesradiculopatíaRadiculopathyPotenciais Somatossensoriais EvocadosEvoked Potentials, SomatosensoryPotencial Evocado MotorEvoked Potentials, MotorDiagnóstico DiferencialDiagnosis, DifferentialDoenças do Sistema Nervoso PeriféricoPeripheral Nervous System Diseases

Por qué importa este capítulo

estudios de imagen demonstram compressão e degeneração, mas não informam sozinhos se a alteração é funcionalmente relevante, ativa ou responsável pelos sintomas. Este capítulo mostra como condução nervosa, eletromiografia com agulha e potenciais evocados respondem perguntas diferentes. A distinção entre lesão pré-ganglionar e pós-ganglionar, o reconhecimento do tempo necessário para surgirem sinais de desnervação e a investigação de diagnósticos coexistentes podem modificar a interpretação de uma dor irradiada e evitar que uma neuropatia periférica, plexopatia ou doença do neurônio motor seja tratada como radiculopatía.

A neurofisiologia acrescenta uma dimensão funcional à avaliação das doenças da coluna. A eletroneuromiografia pode localizar o miótomo comprometido, graduar a lesão, estimar sua fase evolutiva e separar radiculopatias de neuropatias, plexopatias e doenças do neurônio motor. Seu valor, porém, depende de técnica adequada, amostragem suficiente, momento oportuno e correlação obrigatória com a clínica e a imagem; um exame normal não exclui todas as formas de radiculopatía.

Destacados del capítulo

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Card 1 — Conceito essencial
Dois métodos, uma interpretação

A eletroneuromiografia combina condução nervosa e eletromiografia com agulha. A primeira caracteriza nervos periféricos, respostas tardias e reflexos; a segunda demonstra desnervação, reinervação e recrutamento muscular. O diagnóstico de radiculopatía depende da integração entre as duas modalidades, da hipótese clínica e da seleção apropriada dos músculos.

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Card 2 — Decisão clínica
Leia o PAS primeiro

Na maioria das radiculopatias degenerativas, o PAS permanece normal porque a compressão é pré-ganglionar. Quando ele está alterado, amplie o exame e considere plexopatia, neuropatia compressiva ou outra lesão pós-ganglionar. L5 e hérnias extraforaminais constituem exceções importantes descritas no capítulo.

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Card 3 — Pérola ou alerta
Exame normal não exclui

A ausência de alterações não exclui radiculopatía recente, puramente desmielinizante ou exclusivamente sensitiva. Amostrar poucos músculos, omitir paravertebrais ou escolher músculos do mesmo nervo periférico reduz a capacidade de localização. O rendimento do exame depende tanto do momento quanto da técnica e da experiência do examinador.

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Tratado en Debate

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Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

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