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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 8Técnicas Quirúrgicas
Capítulo70

Artrodesis Lumbar Prone Transpsoas

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Sec. 8Técnicas Quirúrgicas
Cap. 70Capítulo Clínico
4autores
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Referênciascitas científicas
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Resumen del capítulo

Contexto: A técnica prone transpsoas (PTP) transporta o acesso lateral transpsoas para o paciente em decúbito prono, permitindo que o corredor lateral e a região posterior da coluna estejam disponíveis simultaneamente. A proposta surgiu para combinar os benefícios da fusão lateral com a eficiência da cirurgia em posição única e, adicionalmente, explorar alterações biomecânicas produzidas pelo posicionamento prono. el capítulo describe modificações na morfologia do psoas, posição do plexo lombar e lordose que podem favorecer a correção segmentar e o acesso a determinados níveis. As indicações se aproximam das da lateral lumbar interbody fusion (LLIF), incluindo doenças degenerativas, espondilolistesis e deformidades selecionadas, mas a posição amplia a possibilidade de associar descompresión direta, instrumentação posterior ou procedimentos de maior complexidade sem reposicionamento. Neuromonitorização, corredor transpsoas e preservação das placas terminais constituem elementos centrais de segurança.
Objetivo del capítulo: Apresentar fundamentos biomecânicos, indicações e limitações do PTP, comparar a posição prona com o decúbito lateral tradicional e orientar avaliação do corredor lateral. O capítulo enfatiza planejamento radiográfico, neuromonitorização, proteção do plexo lombar, controle do tempo de retração, colocação do espaçador, prevenção de subsidência e aplicação da técnica em deformidades e reconstruções complexas.
O que muda com o pronoO PTP não é descrito como simples LLIF executada em outra posição. A pronação modifica a geometria lombar, o psoas e a relação com o plexo, além de disponibilizar simultaneamente o campo posterior. Os estudos apresentados sugerem maior lordosis lumbar e segmentar em comparação ao decúbito lateral em determinadas populações. A posição também pode melhorar o acesso a segmentos que, em alguns pacientes, são dificultados pela anatomia do psoas.
Indicações e contraindicaçõesAs indicações se sobrepõem às da fusão lateral: doença degenerativa, estenose passível de descompresión indireta, espondilolistesis de menor grau, pseudoartrosis, deformidade e algumas reconstruções mais complexas. A anatomia do corredor continua determinante. Situações nas quais o psoas, plexo, crista ilíaca ou fibrose impedem um trajeto seguro podem contraindicar a via. O nível lombossacro baixo não é abordado pela técnica transpsoas convencional. Estenose óssea fixa ou elementos posteriores que impeçam descompresión indireta adequada podem exigir descompresión posterior simultânea — justamente uma das vantagens logísticas do prono.
PlanejamentoRadiografias em ortostase definem a necessidade de correção e o alinhamento global. RM avalia psoas, plexo e estruturas neurais; TC acrescenta detalhes ósseos e é particularmente útil em revisões, fraturas ou tumores. O lado do acesso deve ser individualizado e, em deformidade, pode ser escolhido de forma a favorecer a correção.
Segurança neuralA passagem transpsoas coloca o plexo lombar no centro da estratégia de segurança. Neuromonitorização multimodal é enfatizada como ferramenta dinâmica durante dilatação e retração. O capítulo também chama atenção para o efeito cumulativo da retração sobre estruturas neurais.
Resultados e complicaçõesEvidências iniciais relatadas sugerem ganhos de lordose e resultados clínicos comparáveis à abordagem lateral tradicional, inclusive em aplicações progressivamente mais complexas. A literatura ainda representa uma técnica relativamente recente. Fraqueza transitória do psoas, sintomas relacionados ao plexo lombar, lesões vasculares ou viscerais e subsidência integram o perfil de complicações, semelhante ao das abordagens transpsoas em decúbito lateral.
Aplicación clínica: O planejamento do PTP começa pelo objetivo global. Em deformidades ou segmentos com perda de lordose, a posição prona pode participar da estratégia corretiva antes mesmo da introdução do implante. Isso exige radiografias ortostáticas e definição do alinhamento pretendido. Em seguida, o cirurgião precisa estabelecer se o corredor transpsoas é seguro. A RM permite avaliar psoas e plexo, enquanto TC e fluoroscopia ajudam a compreender placas terminais e orientação segmentar. A posição prona altera referências espaciais conhecidas do decúbito lateral; portanto, não é adequado simplesmente reproduzir mecanicamente os mesmos movimentos. Durante o acesso, a neuromonitorização fornece feedback sobre proximidade neural. Retração deve ser eficiente e limitada ao necessário. Na etapa intersomática, manter a integridade das placas terminais é fundamental para evitar subsidência. Quando a descompresión indireta é insuficiente ou a doença posterior exige intervenção, a disponibilidade simultânea do campo posterior permite complementar o procedimento sem reposicionar o paciente.
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Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
Fusão VertebralSpinal FusionVértebras LombaresLumbar VertebraeProcedimentos Cirúrgicos Minimamente InvasivosMinimally Invasive Surgical ProceduresespondilolistesisSpondylolisthesisEstenose EspinalSpinal StenosisComplicações Pós-OperatóriasPostoperative ComplicationsPosicionamento do PacientePatient Positioning

Por qué importa este capítulo

Mudar a posição do paciente parece uma modificação simples, mas altera psoas, plexo, alinhamento e trajetória dos instrumentos. O PTP demonstra como posicionamento pode se tornar uma ferramenta cirúrgica ativa. Sua possibilidade de combinar acesso lateral e posterior é particularmente atraente em reconstruções complexas. O benefício, contudo, vem acompanhado de novas relações anatômicas e exige que o cirurgião reaprenda referências espaciais, evitando assumir que uma técnica conhecida se comportará da mesma forma em outra posição.

O prone transpsoas reúne fusão lateral, posicionamento favorável à lordose e acesso posterior simultâneo em uma única configuração. Seu potencial depende de compreender que a posição modifica anatomia e biomecânica. Planejamento do corredor, neuromonitorização, disciplina durante a retração do psoas, proteção vascular contralateral e preservação das placas terminais são os pilares que transformam a eficiência da posição única em uma vantagem clínica real.

Destacados del capítulo

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Card 1 — Prono muda a biomecânica
O posicionamento influencia lordose, psoas e relação com o plexo. O PTP deve ser entendido como técnica própria, com planejamento e referências específicos, e não como simples transposição do acesso lateral clássico.

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Card 2 — Neuromonitorização guia o corredor
O plexo lombar permanece uma estrutura crítica. A informação neurofisiológica durante dilatação e retração ajuda a ajustar o corredor antes que a manipulação neural produza consequências clínicas.

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Card 3 — Simultaneidade é a vantagem
A posição prona deixa o acesso posterior disponível durante toda a reconstrução. Quando a descompresión indireta é insuficiente, uma etapa posterior complementar pode ser realizada sem mudar a posição do paciente.

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Referencias bibliográficas

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Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

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