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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SEÇÃO 3 • Seção 3 — Trauma da Coluna Vertebral
Capítulo24

Lesões Traumáticas da Coluna na Infância

Vancouver: Cristante AF, Freitas MTB, Figueiredo CCN📖 Páginas: 347-352
A leitura completa deste capítulo está disponível exclusivamente na edição impressa do Tratado.
Seção 3Seção 3 — Trauma da Coluna Vertebral
Cap. 24Capítulo Clínico
3autores
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Referênciascientíficas
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Resumo do capítulo

• Contexto: As lesões traumáticas da coluna vertebral na população pediátrica apresentam características anatômicas, biomecânicas e epidemiológicas distintas daquelas observadas em adultos. A maior elasticidade ligamentar, a orientação horizontal das facetas articulares, a presença de centros de ossificação em desenvolvimento e a desproporção da massa cefálica em relação ao tronco tornam a coluna infantil suscetível a padrões específicos de lesão, como o trauma raquimedular sem anormalidade radiográfica (SCIWORA).
• Objetivo do capítulo: Apresentar a avaliação sistemática, a propedêutica por imagem e as diretrizes de tratamento conservador e cirúrgico nas lesões traumáticas da coluna vertebral em crianças e adolescentes, com ênfase nas particularidades anatômicas do esqueleto em desenvolvimento.
• Particularidades Anatômicas e BiomecânicasO esqueleto infantil caracteriza-se por sincondroses e centros de ossificação secundários, platôs cartilaginosos espessos e hiperelasticidade dos tecidos capsuloligamentares. Na coluna cervical alta, a anatomia fulcral situa-se em C2-C3 nas crianças menores de 8 anos, migrando progressivamente para os níveis subaxiais com a maturidade esquelética.
• Síndrome de SCIWORA e Diagnóstico por ImagemO SCIWORA (Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality) ocorre pela deformação elástica transitória da coluna osteoligamentar com estiramento ou contusão da medula espinhal subjacente. A ressonância magnética é mandatória para identificar edema medular, hemorragia e roturas ligamentares ocultas nas radiografias e tomografias.
• Princípios de Manejo e Fixação na InfânciaA maioria das fraturas pediátricas sem déficit neurológico e sem instabilidade ligamentar grave responde favoravelmente à imobilização com órteses ou gesso. As indicações cirúrgicas reservam-se a deformidades progressivas, compressões neurais mecânicas e instabilidades articulares grosseiras, utilizando instrumentações adaptadas ao potencial de crescimento.
• Aplicação clínica: Na sala de emergência, a imobilização cervical pediátrica requer calço sob o tronco para compensar o occipício proeminente e evitar cifose forçada. A ressonância magnética precoce é o padrão-ouro em qualquer criança com déficit neurológico pós-trauma, mesmo com tomografia normal.
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Palavras-chave

Descritores DeCS/MeSH preferenciais:
Traumatismos da Coluna VertebralPediatriaTraumatismos da Medula EspinalRessonância Magnética
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Por que este capítulo importa

O reconhecimento oportuno das lesões e o respeito ao potencial de crescimento ósseo previnem sequelas neurológicas permanentes e deformidades vertebrais progressivas ao longo do desenvolvimento.

“O trauma espinhal pediátrico exige interpretação cuidadosa do esqueleto imaturo para não confundir variantes anatômicas normais com fraturas e para identificar precocemente lesões medulares ocultas.”
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Destaques do capítulo

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Conceito essencial
Elasticidade vs. Vulnerabilidade Neural

A coluna pediátrica pode se estirar até 5 cm sem sofrer fratura óssea, enquanto a medula espinhal suporta estiramentos de apenas alguns milímetros antes de sofrer isquemia ou lesão axonal.

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Decisão clínica
RM Mandatória no SCIWORA

Radiografia e TC normais não descartam lesão medular em crianças com parestesias ou fraqueza pós-trauma; a ressonância deve ser realizada em regime de urgência.

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Pérola ou alerta
Posicionamento no Trauma

Crianças menores de 8 anos necessitam de elevação torácica ou prancha com recesso occipital para manter o alinhamento neutro e evitar flexão forçada da coluna cervical.

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Como Citar este Capítulo (Formato Vancouver)

Indexação bibliográfica oficial do Tratado SBC
📖 Páginas: 347-352Vancouver Style
Autores (Vancouver):Cristante AF, Freitas MTB, Figueiredo CCN

Cristante AF, Freitas MTB, Figueiredo CCN. Lesões traumáticas da coluna na infância. In: Pudles E, Defino H, Risso M, editores. Tratado de cirurgia da coluna vertebral. 1. ed. Rio de Janeiro: Dilivros Editora; 2026. p. 347-352.

ISBN: 978-85-8053-292-0 • 1.ª Edição • Dilivros Editora
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Referências bibliográficas

1. Pang D, Wilberger JE Jr. Spinal cord injury without radiographic abnormalities in children. J Neurosurg. 1982;57(1):114-129.
2. Cristante AF, et al. Lesões traumáticas da coluna vertebral na infância e adolescência. Rev Bras Ortop. 2012;47(4):420-428.
3. Leonard M, et al. Pediatric cervical spine trauma: a comprehensive review. Childs Nerv Syst. 2014;30(1):15-28.
4. Booth TN. Cervical spine evaluation in pediatric trauma. AJR Am J Roentgenol. 2012;198(5):W417-W425.
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Quarta-feira, 07 de Outubro às 21h00
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