InícioO TratadoCapítulosCapítulo 68
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SEÇÃO 8Técnicas Cirúrgicas
Capítulo68

Artrodese Intersomática Lombar Posterior

A leitura completa deste capítulo está disponível exclusivamente na edição impressa do Tratado.
Seção 8Técnicas Cirúrgicas
Cap. 68Capítulo Clínico
3autores
Português
Español
English
Referênciascientíficas
📑

Resumo do capítulo

Contexto: A artrodese intersomática lombar posterior permanece uma das estratégias fundamentais para estabilização e fusão da coluna lombar. Sua evolução incorporou instrumentação pedicular, espaçadores intersomáticos e técnicas menos invasivas, mas preservou o princípio de utilizar um acesso posterior para descompressão neural, preparação do espaço discal e reconstrução da coluna anterior. A abordagem pode restaurar altura discal, proporcionar suporte à coluna anterior e criar ambiente para fusão intersomática, sendo aplicada em instabilidade, espondilolistese, doença degenerativa, determinadas deformidades e situações de pseudoartrose. O capítulo discute particularmente posterior lumbar interbody fusion (PLIF) e transforaminal lumbar interbody fusion (TLIF), mostrando que técnicas com objetivos biomecânicos semelhantes podem apresentar diferenças na manipulação neural e no perfil de complicações. A seleção do paciente, a avaliação do alinhamento e da estabilidade e o preparo adequado das superfícies de fusão são tão importantes quanto a escolha do implante.
Objetivo do capítulo: Consolidar os princípios históricos, biomecânicos e clínicos da artrodese intersomática lombar posterior, revisar suas indicações e comparar PLIF e TLIF. O leitor deverá compreender planejamento, descompressão, suporte da coluna anterior, papel da instrumentação, evidências de fusão e desfechos clínicos, além de reconhecer pseudoartrose, infecção, lesão neural, falhas de implantes e outras complicações.
Fundamento biomecânicoA reconstrução intersomática transfere parte da carga para a coluna anterior e pode reduzir as solicitações sobre a instrumentação posterior. A restauração da altura do espaço discal também pode aumentar dimensões foraminais e contribuir para descompressão indireta. O objetivo, entretanto, não deve ser apenas obter uma imagem radiográfica favorável. O capítulo ressalta que uma taxa mais elevada de fusão não se traduz automaticamente em melhor resultado clínico.
IndicaçõesA artrodese intersomática posterior pode ser considerada quando descompressão e estabilização precisam ser associadas, especialmente em instabilidade, espondilolistese, doença degenerativa selecionada, deformidade, pseudoartrose e outras condições que comprometam a unidade funcional vertebral. O planejamento deve considerar comorbidades, qualidade óssea, tabagismo, fatores psicológicos, uso prévio de opioides, estado nutricional e risco perioperatório.
PLIF e TLIFA PLIF utiliza acesso posterior bilateral ao espaço discal, enquanto a TLIF reduz a necessidade de manipulação neural bilateral ao utilizar corredor transforaminal. Revisões discutidas no capítulo mostram resultados clínicos e de fusão geralmente equivalentes, com tendência a maior incidência de complicações durais ou radiculares na PLIF em razão da maior manipulação neural.
ResultadosA literatura apresentada documenta melhora de dor e função e altas taxas de consolidação para técnicas posteriores instrumentadas. Comparações com fusão posterolateral mostram vantagem radiográfica da fusão intersomática em diversas séries; porém, a magnitude da superioridade clínica é menos uniforme. Comparações entre abordagens anterior, posterior, transforaminal e lateral mostram que nenhuma via é universalmente superior. O ganho radiográfico deve ser interpretado junto aos resultados funcionais e ao perfil de complicações.
Complicações e inovaçãoInfecção, lesão dural ou radicular, sangramento, pseudoartrose, falha da instrumentação, migração ou subsidência do espaçador e complicações médicas são abordadas. Preservar os platôs e posicionar adequadamente o implante são princípios fundamentais. Navegação, robótica e impressão tridimensional são discutidas como ferramentas de precisão e personalização; a Figura 68.4 exemplifica planejamento assistido por robótica.
Aplicação clínica: Quando uma estenose lombar está associada à instabilidade ou a uma deformidade que exige reconstrução, a descompressão isolada pode não atender ao problema biomecânico. A artrodese intersomática posterior permite tratar compressão neural e reconstruir o segmento no mesmo acesso. A escolha entre PLIF e TLIF deve considerar a necessidade de descompressão, anatomia, número de níveis e quantidade aceitável de manipulação neural. O capítulo não sustenta uma superioridade universal; o perfil de risco é diferente. O preparo do espaço intersomático exige equilíbrio. Remover cartilagem insuficientemente prejudica o contato ósseo; agredir a placa terminal em excesso facilita subsidência. De forma semelhante, o tamanho do espaçador deve proporcionar suporte sem produzir dano estrutural. Fatores do paciente — qualidade óssea, tabagismo, comorbidades e adesão — precisam integrar a estratégia para reduzir pseudoartrose. A avaliação pós-operatória não deve se limitar à presença de fusão: alívio sintomático, recuperação funcional e ausência de complicações mecânicas são desfechos igualmente relevantes.
🏷️

Palavras-chave

Descritores DeCS/MeSH preferenciais:
Fusão VertebralSpinal FusionVértebras LombaresLumbar VertebraeEspondilolisteseSpondylolisthesisEstenose EspinalSpinal StenosisDor LombarLow Back PainTransplante ÓsseoBone TransplantationComplicações Pós-OperatóriasPostoperative Complications

Por que este capítulo importa

A fusão intersomática é uma operação frequente, mas detalhes aparentemente simples — indicação inadequada, escolha imprópria do acesso, agressão à placa terminal ou excesso de manipulação neural — podem transformar um procedimento rotineiro em pseudoartrose, déficit neurológico ou falha mecânica. O capítulo ajuda a separar os objetivos reais da artrodese de uma visão centrada apenas no implante. Entender por que e onde reconstruir o segmento é mais importante do que dominar uma única técnica de inserção do cage.

A artrodese intersomática lombar posterior continua relevante porque permite combinar descompressão, estabilização e suporte da coluna anterior por um acesso familiar. PLIF e TLIF compartilham objetivos, mas diferem na exposição e manipulação neural. Bons resultados dependem de indicação adequada, planejamento global, preservação dos platôs, posicionamento correto dos implantes e compreensão de que consolidação radiográfica é apenas um dos componentes do sucesso clínico.

Destaques do capítulo

🌐
Card 1 — Fusão não é único desfecho
Uma taxa elevada de consolidação é desejável, mas não garante, isoladamente, melhor função ou menor dor. O resultado deve integrar fusão, alinhamento, estabilidade, sintomas e complicações.

🩺
Card 2 — PLIF ou TLIF
As duas técnicas podem atingir objetivos semelhantes. A escolha deve considerar a exposição necessária e o risco de manipulação das estruturas neurais, e não apenas preferência habitual do cirurgião.

📐
Card 3 — Preserve a placa terminal
Preparo insuficiente prejudica a biologia da fusão; preparo agressivo compromete a resistência do platô e favorece subsidência. A qualidade dessa etapa influencia diretamente a estabilidade da reconstrução.

📚

Referências bibliográficas

1. Cloward RB. The treatment of ruptured lumbar intervertebral discs by vertebral body fusion. I. Indications, operative technique, after care. J Neurosurg. 1953;10(2):154-68.
2. Fenton-White HA. Trailblazing: the historical development of the posterior lumbar interbody fusion (PLIF). Spine J. 2021;21(9):1528-41.
3. Collis JS. Total disc replacement: a modified posterior lumbar interbody fusion: report of 750 cases. Clin Orthop Relat Res. 1985;193:64-67.
4. Ma GW. Posterior lumbar interbody fusion with specialized instruments. Clin Orthop Relat Res. 1985;193:57-63.
5. Lin PM, Cautilli RA, Joyce MF. Posterior lumbar interbody fusion. Clin Orthop Relat Res. 1983;180:154-168.
6. Hutter CG. Posterior lumbar interbody fusion, a 25-year study. Clin Orthop Relat Res. 1983;179:86-96.
7. Steffee AD, Sitkowski DJ. Posterior lumbar interbody fusion and plates. Clin Orthop Relat Res. 1988;227:99-102.
8. Harms J, Stoltze D. The indications and principles of correction of post-traumatic deformities. Eur Spine J. 1992;1(3):142-51.
9. Brantigan JW, Steffee AD, Geiger JM. A carbon fiber implant to aid interbody lumbar fusion: mechanical testing. Spine. 1991;16(6 Suppl):S277-S282.
10. RJ, Phan K, Malham G, Seex K, Rao PJ. Lumbar interbody fusion: techniques, indications and comparison of interbody fusion options including PLIF, TLIF, MI-TLIF, OLIF/ATP, LLIF and ALIF. J Spine Surg. 2015;1(1):2-18.
11. Schnake KJ, Rappert D, Storzer B, Schreyer S, Hilber F, Mehren C. Lumbar fusion—indications and techniques. Orthopade. 2019;48(1):50-58.
12. Reid PC, Morr S, Kaiser MG. State of the union: a review of lumbar fusion indications and techniques for degenerative spine disease. J Neurosurg Spine. 2019;31(1):1-14.
13. Tay BB, Berven S. Indications, techniques, and complications of lumbar interbody fusion. Semin Neurol. 2002;22(2):221-30.
14. Fritzell P, Hägg O, Wessberg P, et al. Chronic low back pain and fusion: a comparison of three surgical techniques. Spine. 2002;27:1131-41.
15. Said E, Abdel-Wanis ME, Ameen M, Sayed AA, Mosallam KH, Ahmed AM, et al. Posterolateral fusion versus posterior lumbar interbody fusion: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Global Spine J. 2022;12(5):990-1002.
16. Mummaneni PV, Dhall SS, Eck JC, Groff MW, Ghogawala Z, Watters WC 3rd, et al. Guideline update for the performance of fusion procedures for degenerative disease of the lumbar spine. Part 11: interbody techniques for lumbar fusion. J Neurosurg Spine. 2014;21(1):67-74.
17. Fleischer GD, Hart D, Ferrara LA, Freeman AL, Avidano EE. Biomechanical effect of transforaminal lumbar interbody fusion and axial interbody threaded rod on range of motion and S1 screw loading. Spine. 2014;39(2):E82-E88.
18. McAfee PC, DeVine JG, Chaput CD, Prybis BG, Fedder IL, Cunningham BW, et al. The indications for interbody fusion cages in the treatment of spondylolisthesis. Spine. 2005;30(6 Suppl):S60-S65.
19. Sudo H, Oda I, Abumi K, Ito M, Kotani Y, Minami A. Biomechanical study on the effect of five different lumbar reconstruction techniques on adjacent-level intradiscal pressure and lamina strain. J Neurosurg Spine. 2006;5(2):150-5.
20. Brown CA, Eismont FJ. Complications in spinal fusion. Orthop Clin North Am. 1998;29(4):679-99.
21. Brown CW, Orme TJ, Richardson HD. The rate of pseudarthrosis in patients who are smokers and nonsmokers. Spine. 1986;11(9):942-943.
22. Khurana VG. Adverse impact of smoking on the spine and spinal surgery. Surg Neurol Int. 2021;12:118.
23. Chun DS, Baker KC, Hsu WK. Lumbar pseudarthrosis: a review of current diagnosis and treatment. Neurosurg Focus. 2015;39(4):E10.
24. Molinari RW, Bridwell KH, Lenke LG, Baldus C. Anterior column support in surgery for high-grade, isthmic spondylolisthesis. Clin Orthop Relat Res. 2002;394:109-120.
25. Suk SI, Lee CK, Kim WJ, Lee JH, Cho KJ, Kim HG. Adding posterior lumbar interbody fusion to pedicle screw fixation and posterolateral fusion after decompression in spondylolytic spondylolisthesis. Spine. 1997;22(2):210-219.
26. Chen YC, Zhang L, Li EN, Ding LX, Zhang GA, Hou Y, et al. Comparison of posterolateral fusion and posterior lumbar interbody fusion in the treatment of lumbar spondylolisthesis: a meta-analysis. J Invest Surg. 2019;32(4):290-297.
27. Gualandro DM, Fornari LS, Caramelli B, Abizaid A, Gomes BR, Tavares CAM, et al. Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2024. Arq Bras Cardiol. 2024;121(9):e20240590.
28. Hartman J, Granville M, Jacobson RE. Radiologic evaluation of lumbar spinal stenosis: integration of sagittal and axial views in decision making for minimally invasive surgical procedures. Cureus. 2019;11(3):e4268.
29. Segebarth B, Kurd MF, Haug PH, Davis R. Routine upright imaging for evaluating degenerative lumbar stenosis. J Spinal Disord Tech. 2015;28(10):394-7.
30. Heard JC, Siegel N, Yalla GR, Lambrechts MJ, Lee Y, Sherman M, et al. Predictors of blood transfusion in patients undergoing lumbar spinal fusion. World Neurosurg. 2023;176:e493-e500.
31. Wilhelm M, Reiman M, Goode A, Richardson W, Brown C, Vaughn D, et al. Psychological predictors of outcomes with lumbar spinal fusion: a systematic literature review. Physiother Res Int. 2017;22(2).
32. Kalakoti P, Hendrickson NR, Bedard NA, Pugely AJ. Opioid utilization following lumbar arthrodesis. Spine. 2018;43(17):1208-1216.
33. Fleege C, Rickert M, Rauschmann M. The PLIF and TLIF techniques: indication, technique, advantages, and disadvantages. Orthopade. 2015;44(2):114-23.
34. de Kunder SL, van Kuijk SMJ, Rijkers K, Caelers IJMH, van Hemert WLW, de Bie RA, et al. TLIF versus PLIF in lumbar spondylolisthesis: a systematic review and meta-analysis. Spine J. 2017;17(11):1712-1721.
35. Teng I, Han J, Phan K, Mobbs R. A meta-analysis comparing ALIF, PLIF, TLIF and LLIF. J Clin Neurosci. 2017;44:11-17.
36. Vahedi P, Gholghasemi M, Rymarczuk G. Radiological and clinical outcomes of transforaminal vs. posterior lumbar interbody fusions: a systematic review. Turk Neurosurg. 2024;34(2):175-183.
37. Wasinpongwanich K, Nopsopon T, Pongpirul K. Surgical treatments for lumbar spine diseases: TLIF vs. other surgical techniques. Front Surg. 2022;9:829469.
38. Zhang Q, Yuan Z, Zhou M, Liu H, Xu Y, Ren Y. A comparison of posterior lumbar interbody fusion and transforaminal lumbar interbody fusion. BMC Musculoskelet Disord. 2014;15:367.
39. Harms JG, Jeszenszky D. Die posteriore, lumbale, interkorporelle Fusion in unilateraler transforaminaler Technik. Oper Orthop Traumatol. 1998;10(2):90-102.
40. Harms J, Rolinger H. Die operative Behandlung der Spondylolisthese durch dorsale Aufrichtung und ventrale Verblockung. Z Orthop. 1982;120:343-7.
41. Xiao YX, Chen QX, Li FC. Unilateral transforaminal lumbar interbody fusion: a review of the technique, indications and graft materials. J Int Med Res. 2009;37(3):908-17.
42. Garg B, Mehta N. Minimally invasive transforaminal lumbar interbody fusion: a review of indications, technique, results and complications. J Clin Orthop Trauma. 2019;10(Suppl 1):S156-S162.
43. Hammad A, Wirries A, Ardeshiri A, Nikiforov O, Geiger F. Open versus minimally invasive TLIF: literature review and meta-analysis. J Orthop Surg Res. 2019;14(1):229.
44. Kim KT, Lee SH, Lee YH, Bae SC, Suk KS. Clinical outcomes of 3 fusion methods through the posterior approach in the lumbar spine. Spine. 2006;31(12):1351-7.
45. Macki M, Bydon M, Weingart R, Sciubba D, Wolinsky JP, Gokaslan ZL, et al. Posterolateral fusion with interbody for lumbar spondylolisthesis is associated with less repeat surgery than posterolateral fusion alone. Clin Neurol Neurosurg. 2015;138:117-23.
46. Li Y, Wu Z, Guo D, You H, Fan X. Posterior lumbar interbody fusion versus posterolateral fusion for isthmic and degenerative spondylolisthesis. Clin Neurol Neurosurg. 2020;188:105594.
47. Onishi FJ, de Vasconcelos VT. ALIF vs. posterior fusion for lumbar degenerative disease: comparable efficacy but elevated risk of severe complications. Eur Spine J. 2025;34(9):4010-4023.
48. Hohenberger C, Albert R, Schmidt NO, Doenitz C, Werle H, Schebesch KM. Incidence of medical and surgical complications after elective lumbar spine surgery. Clin Neurol Neurosurg. 2022;220:107348.
49. Turcotte JJ, Patton CM. Predictors of postoperative complications after surgery for lumbar spinal stenosis and degenerative lumbar spondylolisthesis. J Am Acad Orthop Surg Glob Res Rev. 2018;2(12):e085.
50. Alhaug OK, Dolatowski FC, Kaur S, Lønne G. Postoperative complications after surgery for lumbar spinal stenosis. Acta Neurochir. 2024;166(1):189.
51. Meyer B, Shiban E, Albers LE, Krieg SM. Completeness and accuracy of data in spine registries. Eur Spine J. 2020;29(6):1453-1461.
52. Fritzell P, Hägg O, Nordwall A. Complications in lumbar fusion surgery for chronic low back pain. Eur Spine J. 2003;12(2):178-89.
53. Onishi FJ, de Vasconcelos VT. ALIF vs. posterior fusion for lumbar degenerative disease: comparable efficacy but elevated risk of severe complications. Eur Spine J. 2025;34(9):4010-4023.
54. Tan T, Lee H, Huang MS, Rutges J, Marion TE, Mathew J, et al. Prophylactic postoperative measures to minimize surgical site infections in spine surgery. Spine J. 2020;20(3):435-447.
55. Zileli M. Complication avoidance in spine surgery. Acta Neurochir Suppl. 2023;130:141-156.
56. Darden BV 2nd, Duncan J. Postoperative lumbar spine infection. Orthopedics. 2006;29(5):425-9.
57. Kleck CCJ, Damioli L, Ou-Yang D. Treatment of spinal infections. Instr Course Lect. 2024;73:675-687.
58. Deyo RA, Hickam D, Duckart JP, Piedra M. Complications after surgery for lumbar stenosis in a veteran population. Spine. 2013;38(19):1695-702.
59. Wong AP, Shih P, Smith TR, Slimack NP, Dahdaleh NS, Aoun SG, et al. Comparison of symptomatic cerebrospinal fluid leak between minimally invasive versus open lumbar surgery. World Neurosurg. 2014;81(3-4):634-40.
60. Ghobrial GM, Williams KA Jr, Arnold P, Fehlings M, Harrop JS. Iatrogenic neurologic deficit after lumbar spine surgery: a review. Clin Neurol Neurosurg. 2015;139:76-80.
61. Iorio JA, Reid P, Kim HJ. Neurological complications in adult spinal deformity surgery. Curr Rev Musculoskelet Med. 2016;9(3):290-8.
62. Carreon LY, Puno RM, Dimar JR 2nd, Glassman SD, Johnson JR. Perioperative complications of posterior lumbar decompression and arthrodesis in older adults. J Bone Joint Surg Am. 2003;85-A:2089-2092.
63. Hosono N, Namekata M, Makino T, Miwa T, Kaito T, Kaneko N, et al. Perioperative complications of primary posterior lumbar interbody fusion for nonisthmic spondylolisthesis. J Neurosurg Spine. 2008;9(5):403-407.
64. Butrico C, Meisel HJ, Sage K. Patient comorbidities, their influence on lumbar spinal fusion surgery, and recommendations to reduce unfavorable outcomes. J Am Acad Orthop Surg. 2024;32(24):1115-1121.
65. Shillingford JN, Laratta JL, Lombardi JM, Mueller JD, Cerpa M, Reddy HP, et al. Complications following single-level interbody fusion procedures. J Spine Surg. 2018;4(1):17-27.
66. Deyo RA, Cherkin DC, Loeser JD, Bigos SJ, Ciol MA. Morbidity and mortality in association with operations on the lumbar spine. J Bone Joint Surg Am. 1992;74(4):536-43.
67. Hagan MJ, Remacle T, Leary OP, Feler J, Shaaya E, Ali R, et al. Navigation techniques in endoscopic spine surgery. Biomed Res Int. 2022;2022:8419739.
68. Ghaednia H, Fourman MS, Lans A, Detels K, Dijkstra H, Lloyd S, et al. Augmented and virtual reality in spine surgery. Spine J. 2021;21(10):1617-1625.
69. Zhang Q, Han XG, Xu YF, Fan MX, Zhao JW, Liu YJ, et al. Robotic navigation during spine surgery. Expert Rev Med Devices. 2020;17(1):27-32.
70. Lee NJ, Lombardi JM, Qureshi S, Lehman RA Jr. Robot-assisted spine surgery: the pearls and pitfalls. J Am Acad Orthop Surg. 2025;33(2):e81-e92.
71. Qi Z, Da H, Yanming F, Mingxing F. Current status and prospects of robot-assisted spine surgery. Expert Rev Med Devices. 2025;22(3):187-192.
72. Liu Y, Lee MG, Kim JS. Spine surgery assisted by augmented reality: where have we been? Yonsei Med J. 2022;63(4):305-316.
73. Van Horn MR, Beard R, Wang W, Cunningham BW, Mullinix KP, Allall M, et al. Comparison of 3D-printed titanium-alloy, standard titanium-alloy, and PEEK interbody spacers in an ovine model. Spine J. 2021;21(12):2097-2103.
74. Mobbs RJCM, Thompson R, Sutterlin CE, Phan K. The utility of 3D printing for surgical planning and patient-specific implant design for complex spinal pathologies. J Neurosurg Spine. 2017;26(4):513-518.
75. Pieters T, Santangelo G, Furst T, Sciubba DM. An update on improvement and innovation in management of adult thoracolumbar spinal deformity. BMC Musculoskelet Disord. 2025;26(1):272.
76. Gallazzi E, Wachtel EF, Saadeh YS, et al. Implant materials in spine surgery: state of the art and future directions. Front Surg. 2021;8:601848.
77. Siu TL, Rogers JM, Lin K, Thompson R, Owbridge M. Custom-made titanium 3-dimensional printed interbody cages for osteoporotic fracture-related spinal deformity. World Neurosurg. 2018;111:1-5.
78. D’Urso PS, Williamson OD, Thompson RG. Biomodeling as an aid to spinal instrumentation. Spine. 2005;30(24):2841-5.
Videocast SBC
Assistir Videocast
Tratado em Debate

Videocast oficial derivado dos capítulos do tratado.

Episódio 1 – Capítulo 8: Coluna Vertebral no Plano Sagital

Discussão com os autores sobre os conceitos fundamentais do equilíbrio sagital, parâmetros radiográficos e sua importância no planejamento cirúrgico e nos resultados clínicos.

Assistir episódio