HomeThe TreatiseChaptersChapter 69
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECTION 8Surgical Techniques
Chapter69

Single-Position Lateral Lumbar Interbody Fusion

Full reading of this chapter is available exclusively in the printed edition of the Treatise.
Sec. 8Surgical Techniques
Cap. 69Clinical Chapter
2authors
Português
Español
English
Referênciasscientific citations
📑

Chapter Summary

Context: A lumbar fusion em posição lateral única (single-position lateral surgery, SPLS) integra reconstrução intersomática lateral ou anterolateral e posterior instrumentation sem necessidade de reposicionar o paciente durante o procedimento. O conceito procura preservar os benefícios biomecânicos das abordagens laterais e, simultaneamente, reduzir etapas logísticas da cirurgia circunferencial. the chapter covers principalmente extreme lateral interbody fusion (XLIF), lateral anterior lumbar interbody fusion (L-ALIF) e pedicle screw fixation percutânea realizada em decúbito lateral. A eficiência operacional não elimina os desafios anatômicos: psoas e plexo lombar influenciam o XLIF, enquanto os grandes vasos assumem maior importância nos corredores anteriores. Anatomia individual, nível abordado, possibilidade de decompression indireta, qualidade óssea e objetivo de alinhamento precisam ser avaliados antes da escolha do acesso. A incorporação de navegação e robótica amplia as possibilidades de instrumentação em posição única.
Chapter Objective: Apresentar os conceitos que sustentam a cirurgia lateral em posição única e descrever as principais estratégias de fusão intersomática e fixação posterior nessa configuração. O capítulo busca orientar seleção de pacientes, estudo do corredor anatômico, utilização da decompression indireta, prevenção de complicações neurológicas, vasculares, viscerais e relacionadas ao cage e análise crítica dos resultados disponíveis.
Conceito de posição únicaA SPLS evita a mudança do paciente entre a etapa intersomática e a posterior. O ganho principal descrito é de eficiência, com redução de etapas anestésicas e operacionais e, em diferentes estudos, de tempo cirúrgico e exposição à radiação.
XLIF e decompression indiretaO XLIF utiliza corredor lateral transpsoas e possibilita inserir um espaçador amplo, restaurar altura discal e promover decompression foraminal indireta. É utilizado em doenças degenerativas, estenose associada à instabilidade, spondylolisthesis de menor grau e deformidades selecionadas. A eficácia da decompression indireta depende da natureza da estenose. Compressão óssea fixa importante e determinadas estenoses de recesso lateral podem limitar sua capacidade de aliviar sintomas sem decompression direta complementar.
L-ALIFA abordagem anterior em decúbito lateral amplia a possibilidade de reconstruir níveis inferiores no mesmo posicionamento. O componente vascular é determinante, principalmente nos níveis em que mobilização de grandes vasos é necessária. A participação de cirurgião com experiência no acesso anterior é individualizada conforme nível e experiência da equipe.
posterior instrumentationpedicle screws podem ser inseridos percutaneamente com o paciente ainda em decúbito lateral. Fluoroscopia, navegação e robótica são alternativas descritas, com evidências crescentes sobre precisão da instrumentação.
ComplicaçõesLesão do plexo lombar e sintomas relacionados ao psoas são inerentes ao corredor transpsoas. Lesões viscerais e pleurais são raras, mas possíveis conforme o nível. Paresia da parede abdominal pode decorrer de lesão de nervos locais. Entre complicações do cage, destacam-se subsidência, mau posicionamento e migração. Preservação da placa terminal e escolha apropriada do implante reduzem esses riscos.
Resultadosthe chapter presents SPLS como alternativa eficiente e segura em pacientes adequadamente selecionados, com resultados clínicos, radiográficos e de fusão favoráveis. A Figura 69.11 ilustra reconstrução combinada em posição única.
Clinical Application: A SPLS é particularmente útil quando o plano cirúrgico já prevê fusão intersomática lateral ou anterior associada a posterior instrumentation. Nessa situação, eliminar o reposicionamento pode simplificar o fluxo sem modificar os objetivos biomecânicos da reconstrução. A RM deve ser estudada não apenas para confirmar a compressão, mas também para entender o psoas e o corredor neural. TC e exames vasculares ajudam em casos nos quais estruturas retroperitoneais ou grandes vasos possam limitar a abordagem. Radiografias em ortostase definem deformidade e objetivos de alinhamento. A possibilidade de decompression indireta precisa ser estimada antes da cirurgia. Se a compressão é fixa e predominantemente óssea, confiar exclusivamente na restauração da altura discal pode produzir resultado incompleto. Qualidade óssea e preservação dos platôs são especialmente importantes porque a estratégia depende de um cage amplo que mantenha correção e altura. A identificação de subsidência no seguimento deve ser correlacionada com sintomas e estabilidade, e não avaliada apenas como achado radiográfico.
🏷️

Keywords

Preferred DeCS/MeSH Descriptors:
Fusão VertebralSpinal FusionVértebras LombaresLumbar VertebraeProcedimentos Cirúrgicos Minimamente InvasivosMinimally Invasive Surgical ProceduresspondylolisthesisSpondylolisthesisEstenose EspinalSpinal Stenosispostoperative complicationsPostoperative ComplicationsRobóticaRobotics

Why this chapter matters

A cirurgia circunferencial envolve frequentemente mais de um corredor e, tradicionalmente, mudanças de posição que consomem tempo e acrescentam etapas logísticas. A SPLS demonstra que acesso anterior/lateral e fixação posterior podem ser integrados em um único posicionamento. Essa eficiência, contudo, transfere ao planejamento a necessidade de prever antecipadamente todos os corredores e manobras. O capítulo é relevante porque mostra que simplificar o fluxo cirúrgico exige maior — e não menor — compreensão da anatomia e dos objetivos de cada etapa.

A cirurgia lombar em posição lateral única é principalmente uma estratégia de integração e eficiência, não uma nova indicação de spinal fusion. Seus resultados dependem dos mesmos fundamentos que regem as abordagens lateral e anterior: corredor anatômico seguro, decompression indireta adequada, proteção neural ou vascular, preservação das placas terminais e instrumentação estável. O benefício de evitar reposicionamento só é relevante quando não compromete esses princípios.

Chapter Highlights

🌐
Card 1 — Posição única é estratégia
A principal inovação não está em uma nova indicação, mas em realizar etapas anterior/lateral e posterior sem reposicionar o paciente. O planejamento deve garantir que essa eficiência não restrinja qualquer etapa da reconstrução.

🩺
Card 2 — Indireta nem sempre basta
Restaurar a altura discal pode aumentar o forame e aliviar determinadas compressões. Estenose óssea fixa ou anatomia pouco favorável pode exigir decompression direta complementar.

📐
Card 3 — Platô preservado sustenta correção
O espaçador intersomático depende da integridade das placas terminais para distribuir carga. Violá-las durante o preparo aumenta o risco de subsidência e perda do resultado radiográfico obtido.

📚

Bibliographic References

1. Guiroy A, de Andrada-Pereira B, Camino-Willhuber G, Berjano P, Lamartina C, Buckland AJ, et al. Setting for single-position surgery: survey from expert spinal surgeons. Eur Spine J. 2022;31(9):2239-47.
2. Guiroy A, Bayaton AJ, McDermott MR, Spieser C, Thomas JA, Menezes CM, et al. Advances in lateral interbody fusion and single position surgery. Neurosurgery. 2025;96(3S):S9-S16.
3. Menezes CM, Lacerda GC, Salomão Junior MSB, Oliveira NS, Melo RAD, Bissoli AF. Lumbar arthrodesis in lateral single position: concepts, rational and clinical-functional results of 100 consecutive cases. Coluna/Columna. 2023;22(1):e262620.
4. Cheng P, Zhang XB, Zhao QM, Zhang HH. Single-position OLIF with PPS in degenerative spondylolisthesis. Front Neurol. 2022;13:856022.
5. Rabau O, Navarro-Ramirez R, Aziz M, Teles A, Ge SM, Quillo-Olvera J, et al. Lateral lumbar interbody fusion: an update. Global Spine J. 2020;10(2 Suppl):17S-21S.
6. Taba HA, Williams SK. Lateral lumbar interbody fusion. Neurosurg Clin N Am. 2020;31(1):33-42.
7. Thomas JA, Thomason CIM, Braly BA, Menezes CM. Rate of failure of indirect decompression in lateral single-position surgery: clinical results. Neurosurg Focus. 2020;49(3):E5.
8. Alimi M, Hofstetter CP, Tsiouris AJ, Elowitz E, Hartl R. Extreme lateral interbody fusion for unilateral symptomatic foraminal stenosis. Eur Spine J. 2015;24(Suppl 3):346-52.
9. Wangaryattawanich P, Kale HA, Kanter AS, Agarwal V. Lateral lumbar interbody fusion: review of surgical technique and postoperative multimodality imaging findings. AJR Am J Roentgenol. 2021;217(2):480-494.
10. Menezes CM, Alamin T, Amaral R, Carvalho AD, Diaz R, Guiroy A, et al. Need of vascular surgeon and comparison of value for anterior lumbar interbody fusion in lateral decubitus: Delphi consensus. Eur Spine J. 2022;31(9):2270-2278.
11. Lopez G, Sayari AJ, Phillips F. Single-position anterior column lateral lumbar interbody fusion. Int J Spine Surg. 2022;16(S1):S17-S25.
12. Ozgur BM, Aryan HE, Pimenta L, Taylor WR. Extreme lateral interbody fusion: a novel technique. Spine J. 2006;6(4):435-43.
13. Kepler CK, Sharma AK, Huang RC, Meredith DS, Girardi FP, Cammisa FP Jr, et al. Indirect foraminal decompression after lateral transpsoas interbody fusion. J Neurosurg Spine. 2012;16(4):329-33.
14. Menezes CM, Lacerda GC, do Valle GSO, de Oliveira Arruda A, Menezes EG. Ceramic bone graft substitute vs autograft in XLIF. Eur Spine J. 2022;31(9):2262-2269.
15. Hiyama A, Katoh H, Sakai D, Sato M, Tanaka M, Watanabe M. Comparison of radiological changes after single-position versus dual-position for lateral interbody fusion and pedicle screw fixation. BMC Musculoskelet Disord. 2019;20(1):601.
16. Patel A, McDermott MR, Mundis GM Jr, Eastlack RK, Buckland AJ, Menezes CM, et al. The “20-minute Rule” in lateral lumbar interbody fusion. Global Spine J. 2025;15(7):3189-3198.
17. Huynh NV, Thomas JA, Braly BA, Menezes CM, Robinson D, Oettinger E, et al. Lateral decubitus anterior lumbar interbody fusion at the L4-5 level is a safe alternative to lateral lumbar interbody fusion. Spine. 2025.
18. Buckland AJ, Huynh NV, Menezes CM, Cheng I, Kwon B, Protopsaltis T, et al. Lateral lumbar interbody fusion at L4-L5: low complication rate with standardized technique. Bone Joint J. 2024;106-B(1):53-61.
19. Khajavi K, Menezes CM, Braly BA, Thomas JA. Postoperative spinal alignment comparison of lateral versus supine patient position L5-S1 anterior lumbar interbody fusion. Eur Spine J. 2022;31(9):2248-2254.
20. Patel NA, Kuo CC, Pennington Z, Brown NJ, Gendreau J, Singh R, et al. Robot-assisted percutaneous pedicle screw placement accuracy compared with alternative guidance in lateral single-position surgery. J Neurosurg Spine. 2023;39(4):443-451.
21. Molliqaj G, Schatlo B, Alaid A, Solomiichuk V, Rohde V, Schaller K, et al. Accuracy of robot-guided versus freehand fluoroscopy-assisted pedicle screw insertion. Neurosurg Focus. 2017;42(5):E14.
22. Chumnanvej S, Pillai BM, Suthakorn J, Chumnanvej S. Revised in-depth meta-analysis on efficacy of robot-assisted versus traditional free-hand pedicle screw insertion. Laparosc Endosc Robot Surg. 2024;7(4):155-165.
Videocast SBC
Watch Videocast
Treatise in Debate

Official videocast derived from the treatise chapters.

Episode 1 – Chapter 8: Sagittal Plane Spinal Alignment

Discussion with the authors on fundamental concepts of sagittal alignment, radiographic parameters, and clinical significance.

Watch episode