InícioO TratadoCapítulosCapítulo 14
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SEÇÃO 2Diagnóstico
Capítulo14

Monitorização Neurofisiológica Intraoperatória em Cirurgia de Coluna

A leitura completa deste capítulo está disponível exclusivamente na edição impressa do Tratado.
Seção 2Diagnóstico
Cap. 14Capítulo Clínico
3autores
Português
Español
English
Referênciascientíficas
📑

Resumo do capítulo

Contexto: A monitorização neurofisiológica intraoperatória (MNIO) acrescenta à cirurgia da coluna uma avaliação funcional em tempo real, complementando a informação anatômica fornecida pela fluoroscopia e por outros recursos de imagem. A evolução desde o teste do despertar permitiu acompanhar vias motoras, sensitivas, raízes e nervos periféricos com o paciente sob anestesia geral. O capítulo aborda sua aplicação em deformidades, descompressões, artrodeses, tumores, trauma, cirurgia endoscópica, neuromodulação e acessos lombares por diferentes vias. A interpretação, entretanto, é complexa: alterações podem decorrer de lesão neural, posicionamento, tração, isquemia, hipotensão, hipotermia, medicamentos, bloqueio neuromuscular ou falhas técnicas de aquisição. Por isso, a MNIO deve ser multimodal e integrada ao planejamento, à anestesia e à sequência cirúrgica. Seu valor reside não apenas em emitir alertas, mas em permitir que a equipe identifique o mecanismo provável, reverta etapas potencialmente nocivas e adapte a estratégia antes que uma alteração funcional se torne irreversível.
Objetivo do capítulo: Apresentar as principais técnicas de monitorização e mapeamento utilizadas em cirurgia da coluna, seus fundamentos, indicações e limitações. Ao final, o leitor deverá distinguir monitoramento de mapeamento; compreender o papel do potencial evocado motor córtico-miogênico, da onda D, do potencial evocado somatossensitivo, da eletromiografia e dos reflexos; reconhecer os requisitos anestésicos; e aplicar um protocolo estruturado diante de alertas em diferentes procedimentos e posicionamentos.
Monitoramento e mapeamentoO capítulo divide os testes conforme sua função. As técnicas de monitoramento acompanham a integridade das vias neurológicas ao longo da cirurgia; as de mapeamento identificam raízes, nervos ou outras estruturas no campo operatório. A Figura 1 organiza as modalidades segundo essas duas funções. O potencial evocado motor córtico-miogênico (PEMcm) avalia a via motora desde o córtex até o músculo e é apresentado como o principal teste motor. A onda D registra a resposta corticoespinhal na medula e acrescenta informação prognóstica, sobretudo em tumores intramedulares. Na Tabela 1, a preservação da onda D com perda do PEMcm é relacionada a déficit potencialmente transitório, enquanto queda superior a 50% da onda D associada à perda bilateral do PEMcm é relacionada a risco de déficit permanente. A técnica de onda D pelo ligamento interespinhoso — D-wave interspinous ligament technique (DWILT) — é menos invasiva, mas o próprio capítulo ressalta que ainda necessita de validação adequada. O potencial evocado somatossensitivo (PESS) acompanha as vias sensitivas cordonais posteriores e lemniscais mediais. Os sinais de alarme descritos são aumento de latência superior a 10% ou redução de amplitude maior que 50%. O PESS não deve ser utilizado isoladamente para predizer função motora, pois uma lesão da circulação espinhal anterior pode preservar as respostas sensitivas e comprometer gravemente a motricidade.
Modalidades complementaresA eletromiografia de varredura livre — free-running electromyography (frEMG) — detecta descargas neurotônicas relacionadas à irritação de raízes, plexos ou nervos, sem que sua presença seja sinônimo automático de lesão. A eletromiografia estimulada — triggered electromyography (tEMG) — é uma técnica de mapeamento empregada, entre outras situações, na instrumentação pedicular e nos acessos transpsoas. O reflexo H e o reflexo bulbocavernoso ampliam a avaliação das raízes S1 e S2–S4, respectivamente. O train-of-four(TOF) verifica a presença e a intensidade do bloqueio neuromuscular. O uso de ao menos um canal de eletroencefalograma (EEG), associado à análise espectral, auxilia na avaliação da hipnose e de sinais indiretos de nocicepção.
Anestesia e resposta aos alertasO capítulo preconiza anestesia venosa total com propofol e opioides e recomenda evitar anestésicos inalatórios, bloqueio neuromuscular contínuo e fármacos que reduzam as respostas neurofisiológicas. Pressão arterial média, temperatura, hemoglobina, hematócrito e profundidade anestésica também interferem nos sinais.
Diante de queda do PEMcm, a equipe deve seguir três etapas:verificar equipamento, conexões e eletrodos; revisar anestesia, bloqueio neuromuscular, hipnose e perfusão; afastadas essas causas, interromper a manobra, identificar o evento cirúrgico relacionado e revertê-lo quando possível. A Figura 9 mostra a progressão descrita pelo capítulo diante de lesão neural: redução do número de fases, queda da amplitude e, por fim, desaparecimento da resposta. O teste do despertar permanece como medida excepcional quando os recursos disponíveis não esclarecem a situação.
Aplicações por procedimentoOs testes de base devem ser obtidos antes de extensão cervical, tração ou posicionamento definitivo. Na instrumentação pedicular, o capítulo descreve a estimulação sequencial das etapas de preparação do trajeto, da introdução do implante e da cabeça metálica do parafuso. Em deformidades, a MNIO acompanha tração, osteotomias e manobras corretivas. Nas cirurgias cervicais, avalia os efeitos do posicionamento, da distração, da descompressão e dos implantes. Na artrodese intersomática lombar lateral — lateral lumbar interbody fusion (LLIF) — e na artrodese intersomática lombar oblíqua — oblique lumbar interbody fusion (OLIF) —, auxilia no mapeamento do plexo lombar e do nervo genitofemoral. Na artrodese intersomática lombar anterior — anterior lumbar interbody fusion (ALIF) —, pode detectar alterações relacionadas à retração vascular. Nas hérnias torácicas, concentra-se na preservação da via motora, podendo associar a onda D em casos selecionados.
Evidência e limitaçõesA MNIO é apresentada como uma intervenção complexa, dependente de equipe treinada e comunicação contínua. O capítulo reconhece a heterogeneidade dos protocolos e a dificuldade de produzir ensaios clínicos randomizados, mas relata revisões e diretrizes que sustentam sua capacidade de detectar risco neurológico e orientar mudanças intraoperatórias. A monitorização apenas formal, unimodal ou desconectada da tomada de decisão não substitui uma técnica cirúrgica segura. O desempenho depende da seleção adequada das modalidades, da qualidade dos sinais, da experiência do neurofisiologista e da integração entre cirurgião, anestesista e neurofisiologista.
Aplicação clínica: Na prática, a modalidade deve ser selecionada de acordo com a estrutura em risco e com a etapa crítica do procedimento. Antes do posicionamento definitivo, devem ser obtidas respostas de base; depois de extensão cervical, tração de ombros, posição prona ou lateral, os testes são repetidos para identificar alterações causadas pelo próprio posicionamento. Antes da estimulação transcraniana, o capítulo recomenda proteção antimordedura. Em cirurgias com risco medular, PEMcm e PESS devem ser combinados; a onda D pode acrescentar informação prognóstica em tumores intramedulares e hérnias torácicas selecionadas. Quando raízes sacrais estão expostas, reflexo H e reflexo bulbocavernoso podem ampliar a vigilância. Na instrumentação pedicular, a tEMG orienta o trajeto, mas uma resposta negativa não comprova posição anatômica correta; fluoroscopia, navegação e palpação permanecem complementares. Em LLIF ou OLIF, o mapeamento do plexo deve ser associado ao monitoramento motor, sensitivo e eletromiográfico contínuo. Diante de um alerta, a equipe primeiro exclui falha técnica, alteração anestésica, bloqueio neuromuscular, hipotensão, hipotermia ou redução da perfusão. Em seguida, revisa posicionamento, tração e o último passo cirúrgico, revertendo-o quando possível. Persistência ou recuperação insuficiente exige decisão individualizada sobre interromper ou postergar a cirurgia. O método deve ser conduzido por neurofisiologista capacitado, em comunicação contínua com cirurgião e anestesista.
🏷️

Palavras-chave

Descritores DeCS/MeSH preferenciais:
Monitorização Neurofisiológica IntraoperatóriaIntraoperative Neurophysiological MonitoringPotencial Evocado MotorEvoked Potentials, MotorPotenciais Somatossensoriais EvocadosEvoked Potentials, SomatosensoryEletromiografiaElectromyographyMedula EspinalSpinal CordComplicações IntraoperatóriasIntraoperative ComplicationsSegurança do PacientePatient SafetyProcedimentos Cirúrgicos OperatóriosSurgical Procedures, OperativeOs descritores Monitorização Neurofisiológica Intraoperatória, Potencial Evocado Motor, Potenciais Somatossensoriais Evocados e Eletromiografia foram conferidos nas bases oficiais DeCS/MeSH.Também foram confirmadas as correspondências de Medula Espinal, Complicações Intraoperatórias, Segurança do Paciente e Procedimentos Cirúrgicos Operatórios.

Por que este capítulo importa

Uma lesão neurológica pode começar durante o posicionamento, a distração, a instrumentação, a retração vascular ou a correção de uma deformidade — antes que qualquer alteração seja visível no campo cirúrgico. Este capítulo mostra como a função neural pode ser acompanhada ao longo dessas etapas e como distinguir um evento cirúrgico verdadeiro de interferências anestésicas ou técnicas. Também esclarece por que tEMG, frEMG, PEMcm, PESS e onda D respondem a perguntas diferentes. Essa compreensão permite usar a MNIO como ferramenta ativa de decisão, e não apenas como registro formal do procedimento.

A MNIO só aumenta a segurança quando transforma sinais fisiológicos em decisões coordenadas. Monitoramento motor e sensitivo, mapeamento anatômico, anestesia compatível, linha de base pré-posicionamento e resposta sistematizada aos alertas formam um único processo. Nenhuma modalidade isolada garante integridade neural, e a ausência de alerta não substitui técnica cirúrgica adequada; o benefício depende da multimodalidade, da experiência do neurofisiologista e da comunicação da equipe.

Destaques do capítulo

🌐
Card 1 — Conceito essencial
Monitorar não é mapear

Monitoramento acompanha a integridade funcional ao longo da cirurgia; mapeamento localiza raízes, nervos e trajetos seguros. A tEMG pode orientar a instrumentação ou o acesso ao plexo, mas não demonstra, sozinha, que as vias motoras e sensitivas permanecem íntegras. Por isso, deve integrar um protocolo multimodal.

🩺
Card 2 — Decisão clínica
Alarme exige três checklists

Antes de atribuir uma queda do PEMcm à cirurgia, verifique equipamento e eletrodos, depois anestesia, bloqueio neuromuscular, hipnose e perfusão. Somente então revise posicionamento e passos operatórios, interrompendo ou revertendo a última manobra relacionada. A sequência reduz falsos alertas e acelera intervenções potencialmente reversíveis.

📐
Card 3 — Pérola ou alerta
Linha de base antes da posição

Obtenha respostas antes de extensão cervical, tração, pronação ou posicionamento lateral. Caso a linha de base seja registrada somente depois, uma neuropraxia ou alteração medular induzida pelo posicionamento pode ser incorporada ao novo “normal”. Repetir os testes após cada mudança permite reconhecer e corrigir compressões precocemente.

📚

Referências bibliográficas

1. As referências foram mantidas na ordem e com a numeração apresentadas no capítulo. A pontuação e a disposição foram uniformizadas segundo o estilo Vancouver, sem completar por suposição informações ausentes.
2. Vauzelle C, et al. Functional monitoring of spinal cord activity during spinal surgery. Clin Orthop Relat Res. 1973;(93):173-8.
3. Ferreira RJR, et al. Spinal deformity surgery. In: Verst S, et al. Intraoperative monitoring neurophysiology and surgical approaches. Springer; 2022. p. 459-493.
4. Jahangiri FR, et al. Scoliosis corrective surgery with continuous intraoperative neurophysiological monitoring (IONM). Cureus. 2022 Oct 5;14(10):e29958. doi:10.7759/cureus.29958.
5. Schlaeppi JA, et al. Intraoperative neurophysiological monitoring during spinal cord stimulation surgery: a systematic review. Neuromodulation. 2023 Oct;26(7):1319-1327. doi:10.1016/j.neurom.2023.06.010.
6. Fehlings MG, et al. The evidence for intraoperative neurophysiological monitoring in spine surgery: does it make a difference? Spine. 2010;35(9 Suppl):S37-46.
7. Lall RR, et al. Intraoperative neurophysiological monitoring in spine surgery: indications, efficacy, and role of the preoperative checklist. Neurosurg Focus. 2012 Nov;33(5):E10. doi:10.3171/2012.9.FOCUS12235.
8. Hilibrand AS, et al. Comparison of transcranial electric motor and somatosensory evoked potential monitoring during cervical spine surgery. J Bone Joint Surg Am. 2004;86(6):1248-1253.
9. Jurcak V, et al. 10/20, 10/10, and 10/5 systems revisited: their validity as relative head-surface-based positioning systems. Neuroimage. 2007 Feb 15;34(4):1600-11. doi:10.1016/j.neuroimage.2006.09.024.
10. Abiola G, et al. Safe intraoperative neurophysiologic monitoring during posterior spinal fusion in a patient with cochlear implants. Otol Neurotol. 2018 Jun;39(5):e314-e318. doi:10.1097/MAO.0000000000001788.
11. Pan T, et al. Neurophysiological intraoperative monitoring in patients with cochlear implant undergoing posterior spinal fusion: a case report. JBJS Case Connect. 2022 Jan 20;12(1). doi:10.2106/JBJS.CC.21.00609.
12. Yellin JL, et al. Safe transcranial electric stimulation motor evoked potential monitoring during posterior spinal fusion in two patients with cochlear implants. J Clin Monit Comput. 2016 Aug;30(4):503-6. doi:10.1007/s10877-015-9730-7.
13. Deletis V, et al. Neurophysiological mechanisms underlying motor evoked potentials in anesthetized humans. Part 1. Recovery time of corticospinal tract direct waves elicited by pairs of transcranial electrical stimuli. Clin Neurophysiol. 2001 Mar;112(3):438-44. doi:10.1016/S1388-2457(01)00461-8.
14. Sala F, et al. Motor evoked potential monitoring improves outcome after surgery for intramedullary spinal cord tumors: a historical control study. Neurosurgery. 2006 Jun;58(6):1129-43; discussion 1129-43. doi:10.1227/01.NEU.0000215948.97195.58.
15. Ferreira RJR, et al. Cervical spinal surgery. In: Verst S, et al. Intraoperative monitoring neurophysiology and surgical approaches. Springer; 2022. p. 513-538.
16. Toleikis JR, et al. Intraoperative somatosensory evoked potential monitoring: an updated position statement by the American Society of Neurophysiological Monitoring. J Clin Monit Comput. 2024 Oct;38(5):1003-1042. doi:10.1007/s10877-024-01201-x.
17. Jacobs MJ, et al. The value of motor evoked potentials in reducing paraplegia during thoracoabdominal aneurysm repair. J Vasc Surg. 2006 Feb;43(2):239-46. doi:10.1016/j.jvs.2005.09.042.
18. Skinner SA, Vodušek DB. Intraoperative recording of the bulbocavernosus reflex. J Clin Neurophysiol. 2014 Aug;31(4):313-22. doi:10.1097/WNP.0000000000000054.
19. Yang T, et al. Intraoperative bulbocavernosus reflex monitoring for predicting postoperative voiding dysfunction in patients with distal intraspinal tumors. J Clin Neurosci. 2024 Nov;129:110865. doi:10.1016/j.jocn.2024.110865.
20. Shinjo T, et al. Intraoperative feasibility of bulbocavernosus reflex monitoring during untethering surgery in infants and children. J Clin Monit Comput. 2019 Feb;33(1):155-163. doi:10.1007/s10877-018-0127-2.
21. Lee W. The latest trend in neuromuscular monitoring: return of the electromyography. Anesth Pain Med (Seoul). 2021 Apr;16(2):133-137. doi:10.17085/apm.21014.
22. Tewari A, et al. Intraoperative neurophysiological monitoring team’s communiqué with anesthesia professionals. J Anaesthesiol Clin Pharmacol. 2018 Jan-Mar;34(1):84-93. doi:10.4103/joacp.JOACP_315_17.
23. Boada MD, et al. Nerve injury induces a new profile of tactile and mechanical nociceptor input from undamaged peripheral afferents. J Neurophysiol. 2015 Jan 1;113(1):100-9. doi:10.1152/jn.00506.2014.
24. Walker CT, et al. Neuroanesthesia guidelines for optimizing transcranial motor evoked potential neuromonitoring during deformity and complex spinal surgery: a Delphi consensus study. Spine. 2020;45(13):911-920.
25. Yang J, Huang Z, Yin J, Deng IL, Xie XB, Li FB, et al. A proposed classification system of guiding surgical strategy in cases of severe spinal deformity based on spinal cord function. Eur Spine J. 2016;25(6):1821-9.
26. Kottenberg-Assenmacher E, et al. Hypothermia does not alter somatosensory evoked potential amplitude and global cerebral oxygen extraction during marked sodium nitroprusside-induced arterial hypotension. Anesthesiology. 2003 May;98(5):1112-8. doi:10.1097/00000542-200305000-00013.
27. MacDonald DB. Overview on criteria for MEP monitoring. J Clin Neurophysiol. 2017 Jan;34(1):4-11. doi:10.1097/WNP.0000000000000302.
28. Ferreira RJR, Segura MJ. A proposed new algorithm for decision making in the face of the neurophysiological alarms during spinal deformity surgeries. Oral presentation: New proposals for Tc-MEP interpretation in spinal deformities and intramedullary spinal cord umor (MSCT) surgeries; 31st International Congress of Clinical Neurophysiology—IFCN; 2018 May; Washington, DC.
29. Calancie B, et al. “Threshold-level” multipulse transcranial electrical stimulation of motor cortex for intraoperative monitoring of spinal motor tracts: description of method and comparison to somatosensory evoked potential monitoring. J Neurosurg. 1998;88:457-470.
30. Kothbauer KF, et al. Motor-evoked potential monitoring for intramedullary spinal cord tumor surgery: correlation of clinical and neurophysiological data in a series of 100 consecutive procedures. Neurosurg Focus. 1998;4(5):3.
31. Quinones-Hinojosa A, et al. Spinal cord mapping as an adjunct for resection of intramedullary tumors: surgical technique with case illustrations. Neurosurgery. 2002;51:1199-1206.
32. Langeloo DD, et al. Criteria for transcranial electrical motor evoked potential monitoring during spinal deformity surgery: a review and discussion of the literature. Neurophysiol Clin. 2007;37(6):431-9.
33. Segura MJ, et al. A multiparametric alarm criterion for motor evoked potential monitoring during spine deformity surgery. J Clin Neurophysiol. 2017 Jan;34(1):38-48. doi:10.1097/WNP.0000000000000323. PMID:28045856.
34. Rattenni RN, et al. Intraoperative spinal cord and nerve root monitoring: a hospital survey and review. Bull Hosp Jt Dis (2013). 2015 Mar;73(1):25-36.
35. Ferreira RJR. Neurofisiologia intraoperatória. In: Pudles E, Defino HLA. A coluna vertebral: conceitos básicos. Artmed; 2013.
36. Bauer JM, et al. Pediatric halo use: indications, application, and potential complications. J Pediatr Soc North Am. 2024 Oct;9:100129. doi:10.1016/j.jposna.2024.100129.
37. Ferreira RJR. Neurofisiologia aplicada à coluna vertebral. In: Martins DE, et al. Clínica da coluna vertebral. Atheneu; 2014. p. 39-56.
38. Villas C, Barrios RH. Congenital absence of the pedicles and the neural arch of L2. Eur Spine J. 1997;6(5):354-6. doi:10.1007/BF01142686.
39. Calancie B, et al. Intraoperative evoked EMG monitoring in an animal model. A new technique for evaluating pedicle screw placement. Spine (Phila Pa 1976). 1992 Oct;17(10):1229-35. doi:10.1097/00007632-199210000-00017.
40. Calancie B, et al. Neuromonitoring with pulse-train stimulation for implantation of thoracic pedicle screws: a blinded and randomized clinical study. Part 1. Methods and alarm criteria. J Neurosurg Spine. 2014 Jun;20(6):675-91. doi:10.3171/2014.2.SPINE13648.
41. Calancie B, et al. Neuromonitoring with pulse-train stimulation for implantation of thoracic pedicle screws: a blinded and randomized clinical study. Part 2. The role of feedback. J Neurosurg Spine. 2014 Jun;20(6):692-704. doi:10.3171/2014.2.SPINE13649.
42. Cavali PTM. Pedicular screw fixation of the thoracic spine: freehand versus 3D image-guided techniques. In: van de Kelft E. Surgery of the spine and spinal cord. Springer; 2016. doi:10.1007/978-3-319-27613-7_17.
43. Clements DH, et al. Evoked and spontaneous electromyography to evaluate lumbosacral pedicle screw placement. Spine. 1996;21(5):600-4.
44. Toleikis JR, et al. The usefulness of electrical stimulation for assessing pedicle screw placements. J Spinal Disord. 2000;13(4):283-9.
45. Ferreira RJR. Monitoramento neurofisiológico intraoperatório nas cirurgias espinhais. In: Chamlian TR. Medicina física e reabilitação. Guanabara Koogan; 2010. p. 24-41.
46. Schwartz DM, et al. Neurophysiological detection of impending spinal cord injury during scoliosis surgery. J Bone Joint Surg Am. 2007 Nov;89(11):2440-9. doi:10.2106/JBJS.F.01476.
47. Thompson SE, et al. C5 palsy after cervical spine surgery: a multicenter retrospective review of 59 cases. Global Spine J. 2017 Apr;7(1 Suppl):64S-70S. doi:10.1177/2192568216688189.
48. Akbari KK, et al. Do intraoperative neurophysiological changes during decompressive surgery for cervical myeloradiculopathy affect functional outcome? A prospective study. Global Spine J. 2022 Apr;12(3):366-372. doi:10.1177/2192568220951779.
49. Kerimbayev T, et al. Transforaminal endoscopic discectomy under general and local anesthesia: a single-center study. Front Surg. 2022 Apr 19;9:873954. doi:10.3389/fsurg.2022.873954.
50. Wiedemayer H, et al. The impact of neurophysiological intraoperative monitoring on surgical decisions: a critical analysis of 423 cases. J Neurosurg. 2002;96(2):255-262.
51. Zhang H, et al. The application of neuroelectrophysiological monitoring in posterior percutaneous endoscopic cervical discectomy. World J Surg Surgical Res. 2020;3:1197.
52. Shils JL, Arle JE. Intraoperative neurophysiologic methods for spinal cord stimulator placement under general anesthesia. Neuromodulation. 2012 Nov-Dec;15(6):560-71. doi:10.1111/j.1525-1403.2012.00460.x.
53. Ferreira RJR, et al. Lumbar interbody fusion surgeries: LIFS. In: Verst S, et al. Intraoperative monitoring neurophysiology and surgical approaches. Springer; 2022. p. 495-512.
54. Dias Pereira Filho AR. Technique for exposing lumbar discs in anterior approach using Steinmann wires: arthroplasties or arthrodesis. World Neurosurg. 2021 Apr;148:189-195. doi:10.1016/j.wneu.2020.12.113.
55. Gong M, et al. Surgery for giant calcified herniated thoracic discs: a systematic review. World Neurosurg. 2018 Oct;118:109-117. doi:10.1016/j.wneu.2018.06.232.
56. Holdefer RN, et al. Analyzing the value of IONM as a complex intervention: the gap between published evidence and clinical practice. Clin Neurophysiol. 2023 Jul;151:59-73. doi:10.1016/j.clinph.2023.03.364.
57. Sala F, et al. Motor evoked potential monitoring improves outcome after surgery for intramedullary spinal cord tumors: a historical control study. Neurosurgery. 2006 Jun;58(6):1129-43. doi:10.1227/01.NEU.0000215948.97195.58.
58. Verst SM, Ferreira RJR. Neurofisiologia clínica aplicada à coluna vertebral: eletroneuromiografia, potencial evocado e monitoração neurofisiológica intraoperatória. In: Siqueira MG, et al. Tratado de neurocirurgia. Vol. 1. Barueri: Manole; 2016. p. 841-857.
59. DeVivo MJ. Causes and costs of spinal cord injury in the United States. Spinal Cord. 1997 Dec;35(12):809-13.
60. Ament JD, et al. Intraoperative neuromonitoring in spine surgery: large database analysis of cost-effectiveness. N Am Spine Soc J. 2023 Feb 23;14:100206. doi:10.1016/j.xnsj.2023.100206.
61. Yagi M, et al. Risk, recovery, and clinical impact of neurological complications in adult spinal deformity surgery. Spine (Phila Pa 1976). 2019 Oct 1;44(19):1364-1370. doi:10.1097/BRS.0000000000003080.
62. Zanin L, et al. Intraoperative neurophysiological monitoring in contemporary spinal surgery: a systematic review of clinical outcomes and cost-effectiveness. Brain Sci. 2025;15:768. doi:10.3390/brainsci15070768.
63. Nuwer MR, et al. Evidence-based guideline update: intraoperative spinal monitoring with somatosensory and transcranial electrical motor evoked potentials: report of the Therapeutics and Technology Assessment Subcommittee of the American Academy of Neurology and the American Clinical Neurophysiology Society. Neurology. 2012 Feb 21;78(8):585-9. doi:10.1212/WNL.0b013e318247fa0e.
64. Nuwer MR, et al. Somatosensory evoked potential spinal cord monitoring reduces neurologic deficits after scoliosis surgery: results of a large multicenter survey. Electroencephalogr Clin Neurophysiol. 1995 Jan;96(1):6-11. doi:10.1016/0013-4694(94)00235-D.
Videocast SBC
Assistir Videocast
Tratado em Debate

Videocast oficial derivado dos capítulos do tratado.

Episódio 1 – Capítulo 8: Coluna Vertebral no Plano Sagital

Discussão com os autores sobre os conceitos fundamentais do equilíbrio sagital, parâmetros radiográficos e sua importância no planejamento cirúrgico e nos resultados clínicos.

Assistir episódio